Locais com maior incidência de falhas de impermeabilização em edifícios residenciais

Locais com maior incidência de falhas de impermeabilização em edifícios residenciais

O déficit habitacional aliado com o programa do Governo Federal Minha Casa Minha Vida tem acelerado e impulsionado o setor da construção civil nos últimos anos. Este novo cenário tem exigido das construtoras avanços constantes sempre em busca de prazo e custo, mas estes não devem ser os únicos fatores, já que a qualidade está diretamente ligada à satisfação dos clientes e ao bom desempenho das edificações, citadas na NBR 15575/2013 – Normas de Desempenho em Edificações Residenciais.

A construção civil é caracterizada por atividades que exigem planejamento, controle e gestão, para que isso corra é fundamental que os processos estejam claramente especificados quanto ao tipo de material, equipe técnica, equipamentos e recursos financeiros disponíveis. Porém, algumas etapas são negligenciadas por não colocar em risco a segurança e a solidez da edificação, gerando improvisos, desperdícios, atrasos e patologias, prejudicando diretamente as condições de utilização do imóvel. Em algumas destas etapas as falhas são detectadas facilmente, como em alvenarias desaprumadas, pinturas mal feitas, pisos desnivelados entre outros. Ao contrário das falhas de impermeabilização são detectadas comumente após o uso da edificação. Por este motivo, deve ser analisada a escolha de um determinado produto ou sistema, que atenda efetivamente a cada elemento a ser impermeabilizado, evitando assim a necessidade de futuras reparações.

De acordo com a NBR 9575/2003, impermeabilização é o produto resultante de um conjunto de componentes e serviços que objetivam proteger as construções contra a ação de fluidos, de vapores e da umidade. Conforme já descrito por vários autores, o valor gasto para correção das patologias construtivas pós entrega acarretam em elevados custos de recuperação e reparo. Muitas destas patologias poderiam ser evitadas já na etapa de projeto, caso houvesse um melhor planejamento. Sitter (1984) demonstrou esta afirmação através da chamada Lei de Sitter que prevê um custo crescente das intervenções de correções, conforme a Figura 1.

Figura 1– Lei da evolução dos custos das intervenções


Fonte: SITTER, 1984

Para toda intervenção, é fundamental a investigação das causas que deram origem as falhas encontradas podendo impactar diretamente no desempenho, na vida útil e na durabilidade das edificações e de seus componentes, portanto a correção destes problemas é muito mais viável economicamente com a prevenção e o planejamento adequado.

O maior desafio dos construtores é alcançar a excelência em todo o processo construtivo, aliando baixo custo, menor prazo e maior qualidade do empreendimento. Porém na contramão destas necessidades, o setor ainda se depara com produtos de baixa qualidade, mão de obra sem preparo e processos construtivos ultrapassados. Para compensar estas deficiências, o setor já dispõe de diversas ferramentas de gestão dentro do canteiro de obras auxiliando na gestão da qualidade, otimizando a mão de obra com qualidade e redução de custos.

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